A fintech está morta. Vida longa à fintech!

Mike Blalock, da Intel, fala sobre o que está por vir no mundo financeiro.

Nós não deveríamos mais estar olhando para a fintech como uma entidade separada.

Por Libby Plummer, escritora de tecnologia

As tecnologias têm impulsionado o setor de serviços financeiros há vários anos – tanto que o chefe do setor na Intel pensa que o termo "fintech" agora está obsoleto. Ao falar no evento Sibos 2019 deste ano, Mike Blalock, gerente geral do Setor de Serviços Financeiros da Intel, disse: "Nós fomos além disso agora. Todos os principais bancos estão se transformando em empresas de tecnologia, de modo que é um cenário totalmente diferente – até onde eu saiba, fintech não existe mais".

Não surpreendentemente, a tecnologia estava no centro do debate no maior evento financeiro do mundo, este ano sediado em Londres. É sempre um termômetro útil do que está por vir, e uma coisa que está clara é que as tecnologias financeiras estão tornando-se cada vez mais onipresentes no mundo dos bancos.

Blalock continua: "Nós não deveríamos mais estar olhando para a fintech como uma entidade separada. É uma fonte de inovação e nós começamos a chamá-la de tecnologia financeira, a fusão de finanças e tecnologia. O desafio é os bancos fornecerem um nível adequado de infraestrutura que possa dar suporte às capacidades que estão sendo desenvolvidas no ambiente de tecnologia".

Os bancos estão colocando o cliente no centro de suas estratégias, e é esperado que isso continue nos próximos anos. Parcialmente impulsionadas por bancos abertos, as expectativas dos consumidores estão subindo juntamente com sua adoção de novas tecnologias, e os bancos devem ser capazes de fornecer serviços de última geração para evitar a perda desses clientes entusiastas de tecnologias para organizações concorrentes. Além de dar suporte a segmentos mais estabelecidos de sua base de clientes, os bancos precisarão focar em novos públicos, especialmente os da geração Z, que cresceram como nativos digitais.

"O desafio será encontrar novas maneiras de interagir com clientes e determinar os melhores canais para chegar até eles", diz Blalock. "Novas tecnologias, desde Inteligência Artificial (IA), redes 5G e carros autônomos até Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) ajudarão os bancos a fornecer novas experiências de usuário e serviço financeiros."

Juntamente com a oportunidade de B2C, os bancos também precisam considerar novas inovações e maneiras de interagir com outras organizações financeiras para as quais vendem seus serviços. Conforme mais empresas, como a Apple*, começam a entrar no mundo dos serviços financeiros e os bancos se transformam em empresas de tecnologia, as linhas entre essas organizações estão sumindo. Isso significa que há muito mais concorrência para os bancos e, se eles não oferecerem as experiências que os clientes querem, estes vão para outros lugares.

A fim de utilizar tecnologias e dados para oferecer uma nova era de serviços, os bancos devem ter uma infraestrutura de TI moderna e robusta instalada. Muitas organizações financeiras estão transferindo dados para a nuvem. Como um espectro, ao invés de um único lugar, a nuvem oferece às empresas a capacidade de utilizar a configuração que melhor as atende, seja ela no local, fora dele, pública ou privada. Apesar de muitas empresas preferirem manter a maioria de seus dados no local para que possam obter percepções deles em um ambiente controlado, elas também podem querer mover determinadas cargas de trabalho para uma nuvem pública.

A nuvem é uma parte importante da arquitetura de dados que permite às empresas de FSI os uso de análise e IA para fornecer a próxima geração de serviços. A Intel está ajudando clientes nesta transformação digital orientada a dados com uma série de tecnologias, incluindo seus processadores Intel® Xeon® e o Intel® Optane™ DC Persistent Memory.

Conjuntos de dados no mundo financeiro continuam a crescer drasticamente, e os bancos precisam ser capazes de processar mais desses crescentes dados em tempo real. É por isso que o Intel® Optane™ DC Persistent Memory pode ajudar. Quebrando completamente a hierarquia de armazenamento de memória inteira, esta tecnologia revolucionária permite computação centrada em memória, que pode ajudar empresas a domar o dilúvio de dados e fazer coisas em tempo real com espaços de memória persistentes e grandes que antes não poderiam.

"A transição para a digitalização e dados traz oportunidades incríveis e desafios para os bancos globalmente neste mundo hiper-conectado", diz Blalock. "Na Intel, pretendemos ser parceiros de tecnologia e conselheiros confiáveis na jornada dos nossos clientes. Nós fornecemos tecnologias de última geração através de nossos parceiros, que aceleram a TI e a transformação empresarial, permitindo que você aproveite os dados de novas maneiras para criar maior valor e fornecer melhores experiências aos clientes".

*Outras marcas e nomes podem ser propriedade de outras empresas.

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