Projetos de estudantes brasileiros concorrem em festival global de IA

Festival Intel® AI Global Impact Festival celebra melhores projetos do mundo todo que utilizam Inteligência Artificial (IA) para resolver problemas do dia a dia 

Notícias

  • 29 de agosto de 2023

  • Entrar em contato com a Intel PR

  • Siga a redação da Intel nas redes sociais:

    Logotipo do Twitter
    Ícone do YouTube

author-image

Por

​Dois projetos de Inteligência Artificial (IA) desenvolvidos por estudantes brasileiros estão concorrendo na fase final do Intel® AI Global Impact Festival (também conhecido como AI Festival), uma competição anual que incentiva e reconhece as melhores iniciativas criadas por estudantes do mundo inteiro que aplicam essa tecnologia em problemas e situações do dia a dia. Embora o Intel® AI Global Impact Festival exista desde 2021, este é o primeiro ano que projetos brasileiros passam participam do festival. O AI Festival acontece em São Francisco (CA), nos EUA, de 13 a 20 de setembro, com o anúncio dos finalistas no dia 13 e a final no dia 20.

A competição anual é dividida em duas categorias: AI Impact Shapers, que convida a comunidade educacional a demonstrar suas ideias e inovações em IA aplicada, e AI Impact Makers, que inclui estudantes com projetos inovadores de IA de impacto social divididos em duas faixas etárias: maiores de 18 anos, ou entre 13 até 18 – categoria em que estão os 3 alunos brasileiros, responsáveis pelos projetos.

“A Intel tem um profundo compromisso de tornar a tecnologia inclusiva e expandir a prontidão digital para todos e entre os nossos objetivos para alcançar isso, está nosso foco em democratizar a IA. A IA é uma superpotência da tecnologia, e ela pode ser aplicada em diferentes situações para melhorar a vida de todas as pessoas no planeta. Os projetos do Brasil e do mundo selecionados para o Intel® AI Global Impact Festival desse ano são o exemplo perfeito disso”

– Emilio Loures, Diretor de Políticas Públicas da Intel Brasil

A competição está diretamente ligada a iniciativa Intel® AI For Youth, que visa levar o ensino de IA para 30 milhões de estudantes em 30 países até o final de 2030.

No Brasil desde o começo do ano, o AI For Youth acontece por meio de uma parceria entre a Intel e o Centro Paula Souza, que administra as ETECs e FATECs do estado de São Paulo. Os dois projetos selecionados para o Intel® AI Global Impact Festival são de alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Profª Maria Cristina Medeiros, de Ribeirão Pires, do Centro Paula Souza (CPS).

“A parceria gera novas oportunidades de aprimoramento para nossos alunos e professores. É uma honra estar entre os principais parceiros internacionais da Intel com iniciativas que permitem aos jovens aumentar as possibilidades de inserção e atuação na área de tecnologia.” afirma Carlos Ribeiro, coordenador de projetos do Centro de Capacitação Técnica, Pedagógica e de Gestão do CPS.

Sobre os projetos

O primeiro projeto selecionado é um complemento para a plataforma CRIA (Corretor de Redação com Inteligência Artificial). A ferramenta identifica palavras que têm grafia similar, mas possuem sentidos diferentes dependendo do contexto em que são aplicadas em textos ou frases, e, através de um comparativo entre técnicas de machine learning, a palavra que melhor se encaixa no texto é identificada para o aluno.

Uma base de 6 mil frases foi utilizada no desenvolvimento da ferramenta, que foi concebida com a produtividade dos professores em mente, já que eles recebem apenas a redação já corrigida pelos alunos após os comentários da inteligência artificial. O projeto é da aluna Laura Esther Correia Jeronim.

Já o segundo projeto tem como objetivo otimizar a comunicação de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa do sistema nervoso que enfraquece os músculos e afeta as funções físicas.

A aplicação desenvolvida pelos alunos da ETEC utiliza uma webcam para que as palavras sejam digitadas conforme o paciente olha para uma letra no teclado digital. A aplicação utiliza a plataforma OpenVino da Intel e as bibliotecas de código aberto CMAKE, DLIB e OPENCV. Sem a aplicação, uma pessoa com ELA leva, em média, uma hora para escrever uma frase, mas, com a aplicação, este tempo é de três minutos. O projeto é dos alunos Laura Esther Correia Jeronim, Pedro Nicolas Cost e Raíssa Bespalec Daloia.

“O reconhecimento da Intel com os alunos serve de estímulo para que os jovens possam avançar nos protótipos e continuar produzindo soluções tecnológicas que tragam avanços para a sociedade. Isso mostra, de forma prática, que os estudos e a tecnologia precisam andar cada vez mais lado a lado”, afirma Anderson Vanin, professor da Etec de Ribeirão Pires que também é orientador dos projetos, junto com a professora Cíntia Pinho.